A Tragédia de Rúben, Bila, José e Jacó - Relacionamento Entre Pais e Filhos

Estudos Bíblicos30 Outubro 2013Por Israel do Nascimento Silva


Rúben é o maior "poderia ter sido" de todo o Pentateuco.

Isso é revelado por seu pai Jacó, em suas últimas palavras, antes de morrer, e em sua benção final, que nos traz uma síntese muito rica da perspectiva que ele enxergava cada um dos seus filhos:

"Rúben, tu és meu primogênito, minha força e o princípio de meu vigor, o mais excelente em alteza e o mais excelente em poder.

Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porquanto subiste ao leito de teu pai. Então o contaminaste; subiu à minha cama." Gênesis 49:3-4

Potencial Não Aproveitado

A vida de Rúben escreve uma história de um enorme potencial não aproveitado, de virtudes não praticadas, de grandeza tão próxima, mas não alcançada. Nesta passagem Vayeshev, nós temos alguns flashes, indicações de como um fracasso desta monta pode ocorrer com um homem que tinha tudo para herdar a liderança de toda uma nação, mas que a deixou escapar.

A Torah parece apresentar a vida de Rúben em uma espécie de descrição "quadro a quadro", mostrando as decisões equivocadas que ele tomou quando foi confrontado com desafios que envolviam ética e moralidade.

A passagem bíblica, usa como plano de fundo os primeiros anos da história de José, filho de Jacó com sua segunda esposa Raquel. Jacó, um homem que naturalmente deixa transparecer seus sentimentos, não consegue evitar de mostrar seu favoritismo por seu filho mais novo, para a decepção geral de seus outros filhos.

A resenha que temos de José, enquanto adolescente, não é muito cativante. Ele conta histórias sobre seus irmãos, ao seu pai. Ele sonha que sua família se curva diante dele, e pior, ele conta estes sonhos, na presença de todos. José acaba assim, por adquirir uma "ar" de criança mimada.

Jacó não só tolera o seu comportamento, como também o presenteia com um manto ricamente decorado, a famosa "túnica de várias cores", uma visão que parecia ser fonte de constante provocação para seus irmãos.

"E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores. Gênesis 37:3

E aconteceu que, chegando José a seus irmãos, tiraram de José a sua túnica, a túnica de várias cores, que trazia." Gênesis 37:23

josé é vendido por seus irmãosJosé é Vendido Por Seus Irmãos.



Rúben Salva José da Morte?

A narrativa se aprofunda, e trona-se tensa. Os irmãos de José estão apascentando as suas ovelhas, bem longe de casa. Jacó o envia para ver se estava tudo bem com eles. Todo o futuro dos filhos de Israel estava na dependência de como este encontro se daria.

Os irmãos de José o avistam ainda ao longe, e a visão do manto de muitas cores causa-lhes inveja e muita raiva.

Eles percebem que estando sozinhos, sem ninguém que pudesse testemunhar, poderiam matar José e inventar uma história que não poderia ser contestada. Todos concordam, apenas Rúben levanta a sua voz e protesta.

E é neste ponto, que a Torah (os livros de Moisés), faz algo que não se repete em nenhum outro episódio nas escrituras.

Ela faz uma afirmação, que construída literalmente, não é tão verdadeira como deveria ser - aqui funciona quase que totalmente como uma ironia - "E ouvindo-o Rúben, livrou-o das suas mãos, e disse: Não lhe tiremos a vida" Gênesis 37:21.

Obviamente, Rúben não "salvou" José da fúria de seus irmãos como se supõe que deveria, ao lermos o texto bíblico acima citado.

O que Rúben faz na realidade, é uma tentativa de salvar José das mãos de seus irmãos! A frase "E ouvindo-o Rúben, livrou-o das suas mãos", nos fala daquilo que poderia ter sido, mas que por uma razão ou outra, não foi.

O plano de Rúben era muito simples. Ele pediu que seus irmãos não matassem José, mas que o deixassem morrer em uma cova.

"Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cova, que está no deserto, e não lanceis mãos nele;" Gênesis 37:22

E novamente no texto, acontece algo não usual, pois a Torah não costuma descrever o pensamento de um dos seus personagens, revelando a intenção de Rúben: "[Rúben] isto disse para livrá-lo das mãos deles e para torná-lo a seu pai" Gênesis 37:22.

Rúben não tinha nenhuma intenção de deixar seu irmão morrer. Seu plano era de persuadir seus irmãos a deixar que José ficasse naquele poço, e quando eles se distraíssem e fossem fazer alguma outra coisa, ele voltaria e resgataria a José e o devolveria ao seu pai.

Os acontecimentos seguintes são um tanto obscuros, apesar de irem se tornando mais claros à medida que os fatos se desenvolvem. Enquanto Rúben estava em algum outro lugar, por sugestão de Judá, José é retirado da cova e vendido para uma caravana de mercadores, que o levam para ser revendido como escravo no Egito.

"Então Judá disse aos seus irmãos: Que proveito haverá que matemos a nosso irmão e escondamos o seu sangue? Vinde e vendamo-lo a estes ismaelitas, e não seja nossa mão sobre ele; porque ele é nosso irmão, nossa carne. E seus irmãos obedeceram." Gênesis 37:26-27

Rúben, sem saber do que havia acontecido, retorna ao poço, mas percebe que seu irmão já não estava mais lá, e ele entra em desespero:

"Voltando, pois, Rúben à cova, eis que José não estava na cova; então rasgou as suas vestes. E voltou a seus irmãos e disse: O menino não está; e eu aonde irei?" Gênesis 37:29-30

jacó dá o manto a joséJosé Recebe o Manto de Muitas Cores.



O Drama de Rúben

A midrash (a tradição oral), traz um comentário muito interessante sobre este acontecimento:

"Se Rúben soubesse que o Santo de Israel escreveria sobre ele "E ouvindo-o Rúben, livrou-o das suas mãos", ele teria resgatado José, imediatamente daquela cova, e o teria colocado sobre os seus ombros, e o devolveria triunfantemente para o seu pai Jacó!"

Esta afirmação, da tradição oral, é profundamente perplexa. Rúben não precisava do endosso dos céus para fazer o que era correto. Nem dependia do aval divino para resgatar o seu irmão.

Mas como podemos ver, esta ação duvidosa de Rúben encerra muito do seu caráter, como poderemos ver mais adiante. Isto nos fala sobre o que "poderia ter sido", e o que realmente foi.

Rúben é quase que um "Hamlet" (personagem de William Shakespeare, conhecido por sua hesitação em tomar atitudes), do Gênesis. Ele é uma pessoa de boas intenções. Ele pensa, e se importa com os outros. Ele não se deixa levar pelos apelos da multidão, ou por maus instintos.

Ele consegue ver o ponto moral da situação. Esta é a primeira característica que percebemos nele.

A segunda, porém, mostra que suas intervenções não vão adiante, elas falham em atingir os seus objetivos. Tentando fazer com que as coisas se tornem melhores, frequentemente ele as torna ainda piores. A bíblia com certeza quer nos fazer meditar no caráter de Rúben.

E ela traz pequenos episódios, mas que pouco a pouco vão "pintando o quadro" daquele que tinha tudo para ser o líder espiritual de uma nação sacerdotal, mas que no final não foi.

As Mandrágoras de Rúben

No primeiro, nós o vemos no campo, durante a colheita de trigo. Ele encontra algumas mandrágoras. Os antigos acreditavam que as mandrágoras eram uma espécie de medicamento afrodisíaco, que trazia fertilidade. E o primeiro pensamento que ele tem é de dá-las a sua mãe Lea.

Isto mostra algo de bom sobre Rúben. Ele não pensava em si mesmo, mas pensava primeiramente em sua mãe.

"E foi Rúben nos dias da ceifa do trigo, e achou mandrágoras no campo. E trouxe-as a Lia sua mãe." Gênesis 30:14

Ele sabe que ela se sente rejeitada por Jacó. E Rúben se identifica com a angústia de sua mãe, com toda a sensibilidade e com todo senso de proteção que um filho mais velho pode ter por sua mãe. Ele espera que com as mandrágoras, Lea seria capaz de atrair a atenção de Jacó, e, quem sabe, também o seu amor.

Este foi um ato muito inteligente e muito bem pensado por Rúben. Mesmo assim teve consequências negativas, pois provocou uma amarga disputa entre as duas irmãs Lea e Raquel:

"Então disse Raquel a Lia: Ora dá-me das mandrágoras de teu filho. E ela lhe disse: É já pouco que hajas tomado o meu marido, tomarás também as mandrágoras do meu filho?" Gênesis 30:14-15

E esta foi a única vez em que uma discussão foi reportada entre as duas irmãs. Rúben queria ajudar sua mãe, mas acaba por criar um ambiente onde a amargura de Lea acaba por vir à tona.

Rúben se Deita com a Concubina de Seu Pai

O segundo episódio ocorre após a morte de Raquel, a segunda esposa de Jacó. Um incidente obscuro acontece, e que tem consequências trágicas:

"Assim morreu Raquel, e foi sepultada no caminho de Efrata; que é Belém. E Jacó pôs uma coluna sobre a sua sepultura; esta é a coluna da sepultura de Raquel até o dia de hoje.

Então partiu Israel, e estendeu a sua tenda além de Migdal Eder. E aconteceu que, habitando Israel naquela terra, foi Rúben e deitou-se com Bila, concubina de seu pai; e Israel o soube." Gênesis 35:19-22

Se lido e entendido literalmente, esta passagem sugere que Rúben tomou o lugar de seu pai na cama de Bila, a concubina de Jacó - em uma atitude quase que totalmente embebida de complexos de Édipo, algo semelhante ao que, mais tarde na história de Israel, Absalão faria com as concubinas de seu pai Davi.

"Estenderam, pois, para Absalão uma tenda no terraço; e Absalão possuiu as concubinas de seu pai, perante os olhos de todo o Israel." 2 Samuel 16:22

Já o Rabino Rashi, em seus escritos, traz uma melhor e mais gentil explicação para esta atitude radical que Rúben tomou, movido de muita emoção. Quando Raquel morreu, Jacó, que tinha a sua morada na tenda dela, mudou-se então para a tenda de Bila, a serva de Raquel.

E isto foi para Rúben uma provocação intolerável! Já não era ruim o suficiente que Jacó tenha preferido à Raquel do que à sua mãe Lea, mas ao menos, ainda assim, tratava-se de uma escolha entre duas esposas legítimas de seu pai.

Agora que Raquel havia falecido, o que se esperava de Jacó, era que ele se mudasse finalmente para a tenda de Lea, sua única esposa dali por diante.

Mas o que se vê, é que isso não acontece. Jacó prefere viver com sua concubina, para o desgosto e a amargura de Lea. E isso é algo que fere o coração e os sentimentos de Rúben, o sonho de ver seu pai e sua mãe vivendo juntos, mais uma vez é adiado.

E ele tomado dessa emoção, com esta ferida aberta na alma, toma a cama de Jacó, e a leva para a tenda de sua mãe. E para que seu pai não retornasse, Rúben estabelece a sua morada na casa de Bila.

Mas o que o texto deixa transparecer, é que Jacó não entendeu os motivos de Rúben, e fica a impressão de que ele pensa que o seu primogênito usurpou o seu lugar na sua tenda. Ele nunca esqueceu este fato, e em seu leito de morte, ele relembra a Rúben:

"Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porquanto subiste ao leito de teu pai. Então o contaminaste; subiu à minha cama." Gênesis 49:4

Ao descrever este evento, a Torah utiliza um recurso estilístico não muito usual. Depois das palavras "e Israel o soube", o texto Masorético (o original em hebraico), indica uma quebra de parágrafo no meio de uma sentença. Este recurso era usado para indicar um sinal de silêncio, uma interrupção total na comunicação.

Mas Rúben não estava procurando tomar o lugar de Jacó. Ao invés, ele queria chamar a atenção de seu pai para a tristeza e amargura de sua mãe Lea. Mesmo assim, Jacó nada diz, e não dá oportunidade para Rúben explicar o que ele havia feito, e porque havia feito, o que resulta em uma segunda tragédia.

Naturalmente, somos atraídos a explorar o que seria cronologicamente a primeira cena de todo este drama - o nascimento de Rúben. Ninguém precisa ser um "Sigmund Freud", para entender, apartir desta passagem, a formação do caráter de Rúben.

Temos que relembrar que Lea substituiu Raquel na noite do casamento. Era a Raquel quem Jacó amava e pensava que estava casando, após trabalhar sete anos para Labão. Na manhã seguinte, quando Jacó descobre que havia sido enganado, há uma rancorosa cena entre sogro e genro.

Jacó acaba por se casar com Raquel, uma semana depois. E Lea tem que conviver com a consciência de que ela não havia sido escolhida por seu marido. Daí que se segue esta cena notável:

"E possuiu também a Raquel, e amou também a Raquel mais do que a Lia e serviu com ele ainda outros sete anos. Vendo, pois, o Senhor que Lia era desprezada, abriu a sua madre; porém Raquel era estéril.

E concebeu Lia, e deu à luz um filho, e chamou-o Rúben; pois disse: Porque o Senhor atendeu à minha aflição, por isso agora me amará o meu marido." Gênesis 29:30-32

Lea esperava que o nascimento de Rúben fizesse com que Jacó a amasse. Mas isso não acontece. E ela ainda tem essa esperança quando do nascimento de Simeão. E Rúben carrega, então, por toda a sua vida, este sentimento ligado à consciência do desprezo que sua mãe recebia, e, ao mesmo tempo, da falta de atenção de seu pai.

É significante notar que quem dá nome a Rúben e a Simeão é Lea. É como se Jacó não estivesse presente, pois na antiguidade normalmente quem nomeava os filhos era o pai. Isto nos dá um rico e detalhado "quadro" do caráter de Rúben, que começou a ser "pintado" desde o seu nascimento.

As Fraquezas de Jacó

Jacó é um dos heróis da fé, o homem de quem a nação de Israel herdou seu nome, o patriarca cujo os filhos permaneceram na aliança entre Deus e Abraão, ainda assim, o seu caráter está muito distante de se comparar com ao dos heróis idealizados da mitologia ou de outras religiões.

Em Jacó nós descobrimos que o mundo da fé não é algo simples ou idealizado. Não por acidente que o seu nome Israel significa "aquele que luta com Deus e com os homens e prevalece". Cada uma de suas virtudes, carrega, juntamente em si, uma de suas fraquezas.

Uma pessoa que é super-generosa, se não tiver sabedoria, pode condenar sua própria família a viver na pobreza. Um indivíduo, como Arão, que busca a paz a qualquer preço, pode acabar autorizando aqueles que estão ao seu redor a construir um bezerro de ouro, tudo em nome da paz.

Não há apenas um único modelo ou herói da fé nas escrituras, ao invés, há diversos: Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Arão, Miriã, Reis, profetas, sacerdotes e muitos outros. Isso porque ninguém pode possuir todas as virtudes, de uma só vez, todo o tempo. Há virtudes e há fraquezas na mesma pessoa.

Jacó amou Raquel profundamente. Esta era a sua força, mas também a sua fraqueza. Seu amor por Raquel, significava que ele não poderia atingir igual favor por Lea. Seu desejo e espera por um filho de Raquel, significava que faltava algo no relacionamento com o primogênito de Lea, Rúben.

Ele deveria ter dividido melhor sua atenção entre seus filhos, mas se tivesse amado menos, não teria sido Jacó.

O Trauma de Rúben

O resultado disso tudo, é que Rúben carrega consigo mesmo um déficit de autoconfiança, uma incerteza, que em momentos críticos o "rouba" a capacidade de fazer aquilo que ele sabe que é o correto a se fazer. Ele começa bem, mas não consegue concluir, nem chega à realização de suas intenções.

No caso das mandrágoras, ele deveria ter esperado até que pudesse falar com sua mãe Lea em particular. Depois da morte de Raquel, ele deveria ter falado diretamente com seu pai Jacó, ao invés de tirar a cama de seu pai da tenda de Bila e ter colocado a sua própria.

Quando do episódio em que seus irmãos ameaçavam matar José, ele deveria simplesmente tê-lo carregado em seus braços para casa. Mas ele hesita, e prefere colocá-lo em uma cova até que seus irmãos se distraíssem com alguma outra coisa, todos conhecem o resultado.

É impossível não reconhecer em Rúben uma pessoa que tem a mais alta sensibilidade moral. Mas se ele tinha consciência, lhe faltava a coragem. Ele sabia o que era certo, mas falhava em torná-lo prática decisiva. E nessa sua hesitação, mais do que José foi perdido. Ele perdeu a chance de ter se tornado o herói que deveria ter sido.

Se Rúben apenas soubesse o que seria escrito sobre ele "E ouvindo-o Rúben, livrou-o das suas mãos" - sabendo que suas intenções seriam reconhecidas e validadas por Deus como se fossem atitudes completas e realizadas - ele teria criado a coragem para torná-las em ações reais. Mas Rúben não tem como saber.

Ele não pode ler a sua própria história. Nenhum de nós pode saber a história de sua vida, apenas podemos vivê-la. A dúvida pode levar a um atraso em agir, que em um momento muda toda uma história.

Honra a Teu Pai e Tua Mãe

E como Rúben, nós frequentemente carregamos traumas, marcas de nosso relacionamento e desentendimentos com nossos pais. Frequentemente o desentendimento entre os pais acaba por afetar os filhos e traumatiza o caráter. Porém há algo que as escrituras insistem em querer nos ensinar:

"Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me recolherá. Salmos 27:10

Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti." Isaías 49:15

Jacó, um ser humano, com virtudes e falhas, erros e acertos, pode amar alguns mais do que a outros. Mas Deus, que não é homem, ama a cada um de nós, de forma igual, e é a nossa maior fonte de força. Deus ouve esses que não são ouvidos, Ele ama aqueles que por outros deixam de ser amados.

E nós estamos aqui por causa desse amor, por causa daquele que conhece os nossos pensamentos mais íntimos, que compreende as nossas boas intenções e que tem mais fé em nós do que nós mesmos.

É preciso entender as fraquezas de tua mãe e as falhas de teu pai, e perdoar.

Segundo o mandamento dado por Deus ao seu povo, "Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá." Êxodo 20:12, é mais do que simplesmente sustentar os pais em sua velhice, mas fala de uma profunda reconciliação com a imagem do pai e da mãe.

Quantas pessoas guardam um sentimento doloroso ligado aos relacionamentos traumáticos que tiveram com seus pais. Muitos dizem que poderiam ter sido pessoas diferentes "se aquilo não tivesse acontecido comigo", "se meu pai tivesse me tratado de forma diferente".

Hoje é dia de perdão e reconciliação, para deixar as incertezas e podermos nos transformar daquilo que poderíamos ser, para a pessoa que queremos nos tornar.



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