O Gólgota - Em Rumo ao Calvário

Estudos Bíblicos27 Dezembro, 2012Por Israel do Nascimento Silva


O castigo da cruz era terrivelmente doloroso! Como nenhum órgão vital era atingido, o condenado morreria simplesmente pela dor e sufocação.

Dores inimagináveis passavam por seu corpo, devido aos ferimentos e a câimbras que traziam vigorosas contrações musculares. O crucificado não conseguia ficar quieto, e cada movimento trazia ainda mais tormentos.

A perda de sangue ocasionada pelo açoite, fazia com que a vítima sentisse uma sede intensa. Enxames de moscas e mosquitos se ajuntavam em torno das feridas. Já se podia ver abutres que começavam a voar próximo do local da crucificação.

Quantos lamentos se ouviam! Gritos de dor, a morte seria uma libertação de tais sofrimentos.

O próprio condenado tinha de levar a sua cruz, para o local da crucificação, que ficava próximo a entrada das cidades, para que as pessoas que ali passassem, se atemorizassem com esse horrível exemplo.

Um castigo de tal ignomía, que era reservado somente aos escravos ou aos grandes criminosos.

jesus e simao cireneu carregando a cruz rumo ao golgota A Cruz Era Pesada e Simão Cireneu Ajuda Jesus Carregá-la, para o Gólgota.

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A Caminho do Gólgota

Dá-se início a um sombrio e triste cortejo. Seguia na frente o centurião encarregado da crucificação. Logo atrás dele, ia um mensageiro que proclamava o motivo da condenação.

Em seguida, esgotado pela falta de descanso, sem dormir, sem se alimentar, andando com muita dificuldade, com as emoções dilaceradas pela flagelação, tratado brutalmente, vinha o condenado, carregando a cruz pesada.

Estava cercado por quatro soldados, seriam os seus carrascos até que ele fosse tirado da cruz, morto. Atrás do Mestre, iam dois malfeitores, quem sabe eram dois revolucionários do bando de Barrabás.

Simão Cireneu

Simão era chamado Cireneu, porque era oriundo de Cirene, capital da Cirenaica, uma província localizada na costa leste da África. Cerca de um quarto da população de Cirene era judaica.

"E quando o iam levando, tomaram um certo Simão, cireneu, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas, para que a levasse após Jesus." Lucas 23:26

E quando a turba da crucificação saía pela porta da cidade, entrava Simão Cireneu. E os romanos o obrigaram a carregar a cruz de Cristo, pelo restante do percurso, até o calvário.

O Mestre estava fisicamente muito fraco àquela altura. A cruz era pesada! E pesava ainda mais do ponto de vista espiritual, pois representava os pecados da humanidade inteira!

Além de ficar conhecido através da história de Jesus, Simão certamente se tornou um cristão fervoroso. Marcos relata que Simão era pai de Alexandre e de Rufo, dando a entender que eles eram cristãos conhecidos. O apóstolo Paulo enviou uma saudação especial a um cristão chamado Rufo, que pode ter sido o mesmo filho de Simão (Rm 16:13).

O Gólgota O Gólgota, O Calvário, o Lugar da Caveira, Onde Jesus Foi Crucificado.

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As Mulheres de Jerusalém

Em cada lado das ruas estreitas, uma multidão ruidosa se apertava e seguia o pelotão de crucificação. Muitos lançavam sobre os condenados, injúrias e insultos.

Outros, amigos, pessoas que foram por Jesus curados, as mulheres em particular choravam, manifestavam publicamente com prantos e batidas no peito. A intensa paixão que provocava o homem de dores, fazia da turba barulhenta, um espetáculo de horror e morte.

Muitas almas sensíveis reconheciam que Jesus era muito mais que um simples crucificado. Aqueles que foram um dia conquistados pela sua pregação, por seus milagres e por sua bondade, choravam com um pranto profundo. Não entendiam porque ele se deixava ser maltratado daquela forma.

"E seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam nos peitos, e o lamentavam." Lucas 23:27
"Jesus, porém, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos." Lucas 23:28
"Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram! Então começarão a dizer aos montes: Caí sobre nós, e aos outeiros: Cobri-nos. Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco?" Lucas 23:29-31

Jesus não estava a rejeitar o afeto daquelas almas piedosas, mas já previa a destruição que sobreviria, quarenta anos depois, quando Jerusalém foi destruída pelos romanos.

O Gólgota

O Cortejo chega ao local da crucificação, o Gólgota, ou Calvário, segundo a tradição latina, que significa lugar da caveira. O Gólgota não era um monte, mas sim uma protuberância rochosa, um pequeno outeiro, que recebeu esse nome por causa da semelhança de sua forma com a de um crânio humano.

"E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda." Lucas 23:33

O Vinho Com Mirra

Havia um antigo costume, tolerado pelos romanos, de se oferecer, aos condenados à crucificação, uma taça cheia de vinho misturado com incenso e mirra. Essa mistura aromática tinha como propósito aliviar o sofrimento dos sentenciados, pois se tornava em substância narcótica.

Quando ofereceram esta bebida a Jesus, ele não quis bebê-la. Ele veio para salvar o mundo, através de seus sofrimentos, e escolheu suportar o suplício da cruz, sem nenhum tipo de alívio, enfrentando a morte em plena consciência.



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